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Entrevista para o site eDeus.org - Monja Coen Sensei |
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Data da Entrevista: 04/06/2007
Monja Coen Sensei é missionária oficial da tradição Soto Shu - Zen Budismo com sede no Japão e é a Primaz Fundadora da Comunidade Zen Budista, criada em 2001, com sede em Pacaembu. Iniciou seus estudos budistas no Zen Center of Los Angeles - ZCLA. Foi ordenada monja em 1983, mesmo ano em que foi para o Japão aonde permaneceu por 12 anos sendo oito dos primeiros anos no Convento Zen Budista de Nagoia, Aichi Senmon Nisodo e Tokubetsu Nisodo. Retornou ao Brasil em 1995, e liderou as atividades no Templo Busshinji, bairro da Liberdade, em São Paulo, e sede da tradição Soto Shu para a América do Sul durante seis anos. Foi, em 1997, a primeira mulher e primeira pessoa de origem não japonesa a assumir a Presidência da Federação das Seitas Budistas do Brasil, por um ano.
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Entrevista com a Monja Coen sobre morte e luto |
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1) Por que se tem tanto medo da morte? Quem tem tanto medo da morte? O que é a morte? Onde começa o morrer, não seria ao nascer?
2) Como se preparar para a morte (a nossa) e de alguém próximo? Como nos preparar para a vida. A nossa e a de alguém próximo de nós. A vida nos prepara a viver. A morte nos prepara a morrer. Tudo está em constante transformação. Sem um só instante de pausa. Vida-morte manifestando-se não como opostos.
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Monja defende atitude zen na vida cotidiana |
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MARCOS DÁVILA da Folha de S.Paulo
Ela não é o tipo de monja zen-budista que as pessoas costumam idealizar. Por exemplo: passou o final do ano passado ouvindo canções tocadas ao violão pelo primo Sérgio Dias, que nas décadas de 60 e 70 integrou o trio Mutantes, ao lado do irmão Arnaldo Baptista e de Rita Lee. Mutante também, Monja Coen, 58, acredita que o caminho para a verdadeira felicidade é pleno de transformações.
Lançando seu primeiro livro, "Viver Zen - Reflexões sobre o Instante e o Caminho" (Publifolha,128 págs., R$ 19,90) --uma seleção de textos da coluna que assina todos os domingos na "Revista da Hora", do jornal "Agora São Paulo"--, Coen diz que é possível ter uma atitude zen no dia-a-dia, sem precisar se retirar num mosteiro nem ser budista.
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Entrevista da Sensei Coen à Revista TPM |
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Tpm. Você mudou de nome por causa da religião? Coen. É. Quando nos tornamos discípulo de Buda, o professor dá um nome a você. Meu professor me deu o nome de Coen, que vem de um poema. 'Co' quer dizer 'só' e 'Em' quer dizer 'círculo'. O nome deve expressar as características da pessoa.
Tpm. E quais eram as suas? Coen. Na comunidade mista em que eu morava em Los Angeles, as pessoas estavam sempre namorando. Eu não me relacionei com ninguém, a solidão era agradável para mim. Eu tinha descoberto o budismo e os textos do mestre fundador da nossa escola no Japão. São fascinantes! Acabavam os retiros, o povo ia para as festas beber, comer, mas eu queria ler mais. Por isso ele pegou essa minha característica de ser só.
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Entrevista com Coen Sensei, monja zen-budista |
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por: Mariana Sayad - 02 de agosto de 2000
Monja Coen, nossa entrevistada desta semana, estará falando sobre o Zen Budismo que é uma das linhas do Budismo. Como isso mudou sua vida e sua maneira de ver o mundo.
WM - O que a fez se tornar monja? Como e quando isso aconteceu?
Monja Coen - Eu me interessei pelo Zen através do Zazen (meditação sentado) e da meditação. Ao fazer, na prática religiosa, descobri que era a melhor coisa que tinha acontecido e poderia acontecer para qualquer pessoa. Como é que não poderia dedicar o que resta da minha vida a essa prática.
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