Entrevista da Monja Coen para o Blog Autoajude-se de Felipe Brandão
Em seu livro "Sempre Zen" você diz que o segredo da vida é estar aberto ao momento e a todas as possibilidades. É possível estar conectado o tempo todo no Agora?
É impossível não estarmos no Agora. Entretando nossa mente simula um antes e um depois e acreditamos nessa ilusão. Assim, quando acreditamos na ilusão da mente ficamos deludidas, deludidos. Cremos no falso. E com isso sofremos. Entretanto, ao não apercebermos, reentramos no instante presente. Chamo a isso de Presença Absoluta.
Entrevista a Gabriel Mandel - Internet - Rádio Jovem Pan
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Um antigo pensamento budista diz que "a prática da fé é senão o corajoso ato de avançar com espírito de leão nas horas cruciais ou nos momentos que surgem as dificuldades". Para um país acostumado com as tragédias como o Japão, é no passado que vem a esperança de dias melhores.
Entrevista a Robson Rodrigues, repórter do Bradesco Universitários
A Monja Coen, nascida Cláudia Dias de Souza, paulistana, 63 anos, é uma pessoa fora do comum. A começar pela maneira como topou dar esta entrevista. No primeiro contato por telefone fui logo surpreendido por sua reação ao meu pedido para conversar com ela com exclusividade para o Bradesco Universitários: ''Mas como posso te dar uma entrevista sem antes você conhecer o budismo?
Ordenada monja em 1983, Coen Sensei é a fundadora da Comunidade Zen Budista no Brasil. A missionária, que hoje participa de encontros educacionais, inter religiosos e promove a Caminhada Zen, em parques públicos – com o objetivo de divulgação do princípio da não violência e a criação de culturas de paz, justiça, cura da Terra e de todos os seres vivos – em nada lembra a mulher que um dia já foi presa na Suécia e tentou o suicídio.
Entrevista a Natália Garcia, especial para o iG São Paulo
Quando cheguei ao templo da Monja Coen, na zona oeste de São Paulo, fui recebida por sua assistente, que me mostrou a sala de meditação. Sentada no tatame, tentei revisar as minhas anotações antes que a entrevista começasse, mas um latido forte de cachorro roubou minha concentração. Ele estava preso atrás de uma grade, e eu podia ver os primeiros degraus de uma escada – foi por ela que Coen desceu para me receber. "Mas com esses latidos como é que a gente vai conseguir gravar a entrevista?", disse ela, sorrindo. A monja me perguntou se eu tinha medo de cachorro, eu disse que não. Soltou Godolfredo, um labrador de quatro anos, para ver se ele corria para fora e se acalmava. Mas o bicho nos surpreendeu: correu sim, mas em minha direção, e mordeu o meu rosto.