Fim da Copa

Para onde voltar quando o mundo é minha casa? Há volta para brasileiros que
já são internacionais?
Estamos sempre indo, indo, tendo chegado e tendo ido.
Onde estamos é nosso lar.
A casa comum, o planeta Terra.
E como essa visão modifica o patriotismo, que só aparece atualmente nos
jogos de futebol.
Que pátria é essa para a qual não se retorna?
A Terra una já não mais se separa.
Jogadores internacionais se reconhecem iguais.
Perder uma copa não é tão triste para eles.
É triste para nós.
Triste para aqueles que vestiram camisas verdes e amarelas, brancas e azuis.
Esperança.
De lucro, de ganho, de vitória.
Resultado triste e quieto de quem se aquietara demais.
Esperando bolas que chegassem magicamente aos pés, sem ir atrás.
Assim não dá.
Mas não são apenas os jogares e o ténico os responsáveis. Inúmeros fatores,
visíveis e invisíveis, fatores que podem ser comentados e os que ficam
guardados em segredos secretamente protegidos dos ouvidos das multidões.

Como no futebol é na vida. Uma vez jogada a bola não podemos apagar a
jogada, boa ou má.

Energia vital, onde foi parar? França que em japonês se escreve usando o
caracter de Buda, brilhou iluminada por um líder reconhecido e respeitado
por todos. Últimas partidas de futebol antes da aposentadoria. Nada a
perder.
Brilha, reluz, inspira.
Líderes precisam ser respeitados, amados, elevados.
Só assim os times ganham. Times com muitos líderes não joga.
Líder que lidera com apoio de seus pares e respeito de seus competidores.
Precisamos aprender a respeitar e confiar em nossos líderes.

Parreira, por que tirou o quadrado de ouro? Tanata falação!
É preciso confiar e fortificar os que estão no comando.
Juntos, todos juntos, somos invencíveis.
Divididos, duvidando, perdemos todos juntos.

O que mais aprendemos?
Que perder é triste.
Que por melhor que sejamos é preciso correr, brincar, ter alegria de viver,
fazer o melhor de si em cada instante, cooperar, ser simples, humilde, como
iniciante se entregar ao jogo, à vida, á verdade.
Não esmorecer frente aos conhecimentos de bastidores que desestimulam.
Lembrar que a vitória é uma espada, como diz Dunga, sobre a qual não se pode
sentar.
Espada que nos corta.
É preciso continuar, treinar, sem cessar. Prática constante do Caminho.
Assim são os Budas.
Caem sete vezes e se levantam oito.
Assim é o Caminho, a Vida, a Verdade comum a todos nós.

Ah! Se os jovens tivessem jogado como quem joga pela primeira vez numa Copa
do Mundo.
Ah! Se pudéssemos viver como quem vive pela primeira vez uma vida humana e
cada instante sagrado.

Ainda é tempo de acordar, despertar.