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Cento e Oito Entradas Para o Maravilhoso
Dharma
Cento e Oito Portais da Lei Maravilhosa
Este texto
se refere aos Sutra lido ao bater as 108 badaladas do sino na passagem
de ano e também se refere as 108 contas do juzo, espécie
de terço budista. Diz respeito aos obstáculos que
precisamos vencer para chegar a Iluminação.
Um certo sutra diz (1):
"Quando Bodisatva Hu-ming (2)
estava para descender entrou e vasculhou a casa onde iria nascer.
Assim tendo feito, instruiu todos os seres celestiais de Tsusita
para que se reunissem no imenso palácio Kao-ch'uang de sessenta
iojanas quadradas, a fim de expor o Dharma para eles como fizera
muitas vezes no passado.
"Seres Celestiais! Estou para
descender ao mundo humano; antes de fazê-lo quero expor as
várias entradas do Dharma Maravilhoso, os métodos
provisionais de alcançar o estado de todas as coisas. Aqui
os reuni para dar este meu último ensinamento. Se vocês
o seguirem certamente serão felizes."
Quando o Bodistava Hu-ming completou
estas palavras iniciais todos os seres celestiais do Céu
de Tsusita, incluindo as virgens celestiais e suas atendentes, se
reuniram. Em bora o Bodisatva desejasse iniciar os ensinamentos,
vendo a multidão decidiu usar seus poderes miraculosos para
construir outro palácio celestial em cima do atual. A altura
e largura desse novo palácio eram tão imensas, cobrindo
todo o universo com indescritíveis linhas bem proporcionadas,
beleza exótica, fonte de alegria para os que o viam. Decorado
com muitas jóias, era de majestade incomparável a
qualquer outro palácio celestial no mundo do desejo. Se os
seres celestiais do mundo da forma vissem esse castelo, miraculosamente
criado, perceberiam que seus próprios castelos comparados
a este não eram nada mais do que sepulcros.
Hu-ming era um Bodisatva que possuía
tanto fortuna quanto mérito, resultante de seu bom passado
e de suas ações honradas. Instalou-se no assento do
leão (3), decorado com
inumeráveis jóias de todas as espécies. Vários
panos celestiais foram estendidos no assento e várias flores
de fragrância rara colocadas no chão à sua volta.
O doce cheiro de incenso especial, num incensário enorme
e magnífico pendurado no ar, se espalhava e o castelo estava
cheio de luz, reflexo das inumeráveis jóias de sua
decoração.
O exterior do castelo estava coberto
por uma rede magnífica com muitos sinos de ouro amarrados,
todos ressoando em tons doces. O palácio emitia uma infinita
variedade de luzes com centenas de milhares de bandeiras coloridas,
canópias e borlas presas em seus cantos, guardado pelos Reis
dos Quatro Quartos do Universo e vários Budas e Bodisatvas.
Era também respeitosamente venerado pelos Reis S'akrendra
e Brahma.
As vozes de inumeráveis donzelas
celestiais podiam ser ouvidas dentro do palácio, cantando
elogios ao Bodisatva Hu-ming, acompanhadas por instrumentos musicais.
Cada uma delas, mantendo os sete tesouros, falava dos indescritíveis
e vastos méritos do Bodisatva: indescritivelmente vastos,
porque eram resultado da boa fortuna com que fora abençoado,
boa fortuna sendo resultado de longos kalpas de treinamento no passado.
Sentando-se no trono do leão
o Bodisatva Hu-ming finalmente começou seu discurso aos seres
celestiais. Ele disse:
"Seres Celestiais! Um Bodisatva
do mais alto nível de Iluminação, vivendo no
palácio de Tsusita, desejar descender ao mundo humano é
requerido que não apenas exponha os cento e oito portais
da Lei Maravilhosa a todos os seres celestiais, mas também
que tenha certeza de que estes, deles sempre se lembrem. Seres Celestiais!
Eu vos peço que ouçam atentamente o que vou dizer."
"Quais são, então,
os cento e oito Portais da Lei Maravilhosa?
"Crença correta é
o primeiro, pois mantém a mente firme.
Mente pura é o segundo, pois não tem aviltamento.
Alegria é o terceiro, pois é o resultado de uma mente
tranquila.
Necessicidade da verdade é o quarto, pois promove uma mente
pura.
Conduta correta é o quinto, pois é o resultado de
ações puras: físicas, da fala e do pensamento.
Falar com pureza é o sexto, pois afasta a mente que leva
aos quatro reinos maus do inferno, espiritos famintos, animais e
assuras (espíritos guerreiros).
Pensamento puro é o sétimo, pois afasta a ganância,
raiva e ignorância.
Manter os Budas em mente é o oitavo, pois contemplar os Budas
é um ato puro.
Manter o Dharma em mente é o nono, pois contemplar a lei
é um ato puro.
Manter a Sangha em mente o décimo , pois garante a realização
do Caminho.
Manter ofertas em mente é o décimo primeiro, pois
tais ofertas são feitas sem esperar nada em troca.
Manter os preceitos em mente é o décimo segundo, pois
os preceitos englobam todos os votos.
Manter o céu em mente é o décimo terceiro,
pois faz surgir a mente cósmica.
Benevolência é o décimo quarto, pois faz com
que todos os seres façam o bem.
Eliminação de sofrimento é o décimo
quinto, pois protege os seres contra ferimentos.
Felicidade é o décimo sexto, pois elimina a infelicidade.
Abnegação é o décimo sétimo,
pois termina com os cinco desejos.
Transciência é o décimo oitavo, pois expõe
aos apegos mundanos.
Contemplação do sofrimento é o décimo
nono, pois extingue todos os desejos.
Contemplação do não eu é do vigésimo,
pois elimina os apegos ao eu.
Contemplação da quiescência é o vigésimo
primeiro, pois preserva a mente tranqüila.
Vergonha é o vigésimo segundo, pois promove a mente
tranqüila.
Timidez é o vigésimo terceiro, pois extingue os males
externos.
Sinceridade é o vigésimo quarto, pois não engana
nem seres celestiais nem humanos.
Honestidade é o vigésimo quinto, pois previne decepção
própria.
Agir de acodo com o Dharma é o vigésimo sexto, pois
tal ação está de acordo com a verdade.
Refugiar-se nos Três Tesouros é o vigésimo sétimo,
pois purifica os três reinos maus de inferno, espíritos
famintos e animais.
Gratidão é o vigésimo oitavo, pois promove
bondade.
Retribuição de bondade é o vigésimo
nono, pois não engana os outros.
Não decepção própria é o trigésimo,
pois previne elogio próprio.
Bem feitoria a todos os seres é o trigésimo primeiro,
pois previne contra ofensa a outros.
Praticar o Dharma é o trigésimo segundo, pois está
de acordo com a verdade.
Conhecimento do tempo é o trigésimo terceiro, pois
previne conversas frívolas.
Controle do orgulho é o trigésimo quarto, pois desenvolve
sabedoria.
Ausência de mente má é o trigésimo quinto,
pois protege a si mesmo e aos outros.
Livre de enganos é o trigésimo sexto, pois evita que
dúvidas surjam.
Crença e compreensão são o trigésimo
sétimo, pois são as bases da Iluminação.
Contemplar a imundí ce é o trigésimo oitavo,
pois extingue desejos.
Amizade é o trigésimo nono, pois previne contra a
raiva.
Conhecimento é o quadrasésimo, pois previne contra
tirar a vida.
Seguir o Dharma é o quadragésimo primeiro, pois significa
procurar pela verdade.
Amar o Dharma é o quadragésimo segundo, pois garante
percepção da Lei Verdadeira.
Vontade de ouvir o Dharma é o quadragésimo terceiro,
pois o estado de todas as coisas é assim revelado.
Corretos meios expedientes são o quadragésimo quarto,
pois englobam prática correta.
Reconhecer que o eu é os cinco elementos é o quadragésimo
quinto, pois remove dúvidas.
Remover a causa da delusão é o quadragésimo
sexto, pois garante a Iluminação.
Desapego aos sentimentos de amargura ou afeição é
o quadragésimo sétimo, pois a união desses
dois sentimentos é assim promovida.
Reconhecer que sofrimento é resultado da união temporária
dos cinco agregados é o quadragésimo oitavo, pois
revela a verdadeira natureza das várias aflições.
Reconhecer a existência separada dos quatro elementos é
quadragésimo nono, pois elimina a idéia (falsa) de
que todas as coisas tem uma natureza unificada e independente.
Reconhecer os estado de todas as coisas é o quinquagésimo,
pois revela a verdadeira natureza da Iluminação.
Reconhecer que nem nascimento e morte existem é o quinquagésimo
primeiro, pois assim a Iluminação é autenticada.
Conhecimento da impureza do corpo é o quinquasémimo
segundo, pois todas as coisas manifestam a Iluminação.
Conhecimento de que toda a sensação é sofrimento
é o quinquagésimo terceiro, pois elimina todas as
sensações (delusivas).
Conhecimento da transciência da mente é o quiquaséssimo
quarto, pois reconhece a natureza ilusória da mente.
Conhecimento da não substancialidade de todas as coisas é
o quinquagésimo quinto, pois exprime a perfeita sabedoria.
As quatro espécies de esforço correto (4)
são o quinquagésimo sexto, pois eliminam todo o mal
e promovem todo o bem.
Os quatro do poderes sobrenaturais (5)
são o quinquagésimo sétimo, pois previnem crença
em ensimentos não budistas.
Crença é o quinquagésimo oitavo, pois previne
a crença em ensinamentos não budistas.
Prática assídua do caminho é o quinquagésimo
nono, pois promove a realização de toda a sabedoria.
Manter os ensinamentos de Buda em mente é sexagésimo,
pois é a base da boa conduta.
Samadhi é o sexagésimo primeiro, pois purifica a mente.
Sabedoria é o sexagésimo segundo, pois permite ver
todas as coisas como são.
Poder de crença é o sexagésimo terceiro, pois
é superior ao poder dos vários demônios.
Poder de prática assídua é o sexagésimo
quarto, pois previne negligência.
Poder de concentração é o sexagésimo
quinto, pois promove o espírito independente.
Poder de Samadhi é o sexagésimo sexto, pois extingue
todos os pensamentos.
Poder da sabedoria é o sexagésimo sétimo, pois
elimina as duas visões extremistas (6).
A sabedoria de atenção é o sexagésimo
oitavo, pois permite que a natureza de todas as coisas seja conhecida.
A sabedoria do Dharma é o sexagèsimo nono, pois ilumina
todas as coisas.
A sabedoria da prática assídua é o septuagésimo,
pois permite que a verdade seja conhecida.
A sabedoria da felicidade é o septuagésimo primeiro,
pois permite que todas as formas de Samadhi se manifestam.
A sabedoria da confiança é o septuagésimo segundo,
pois permite a liberdade de ação.
A sabedoria do Samadhi é o septuagésimo terceiro,
pois reconhece a equanimidade de tudo.
A sabedoria do não apego é o septuagésimo quarto,
pois elimina apego a todos os fenômenos.
Correta compreensão é o septuagésimo quinto,
pois garante a realização da Iluminação.
Correto pensar é o septuagésimo sexto, pois elimina
pensamentos discriminatórios e não discriminatórios.
Correto falar é o septuagésimo sétimo, pois
elimina o apego a nomes, sons e palavras.
Correta forma de vida é o septuagésimo oitavo, pois
elimina todos os atos maléficos.
Correta ação é o septuagésimo nono,
pois leva à outra margem.
Correta memória é o octuagésimo, pois está
além do pensamento dualista.
Correto Samadhi é octuagésimo primeiro, pois promove
a mente tranquila.
A mente Bodhi é o octuagésimo segundo, pois preserva
os Três Tesouros.
Dependência na Mahayana é o octuagésimo terceiro,
pois previne dependência nos ensinamentos menores.
Verdadeira crença é o octuagésimo quarto, pois
garante a realização da Lei Suprema.
Promoção é o octuagésimo quinto, pois
acelera a realização de todo o bem.
Paramita (7) de ofertas é
o octuagésimo sexto, pois promove a aparência momento
a momento das trinta e duas marcas que destinguem Buda, decora o
mundo da Iluminação e salva seres da ganância.
Paramita de preservar os preceitos é o octuagésimo
sétimo, pois elimina a dureza que os atos maus produzem e
previnem os seres de quebrarem os preceitos.
Paramita da perseverança é o octuagésimo oitavo,
pois salva seres da raiva, orgulho, bajulação, ridículo
e frivolidade.
Paramita de prática assídua é o octuagésimo
nono, pois garante a realização de todo o bem e previne
os seres de se tornarem negligentes.
Paramita de Samadhi é o nonagésimo, pois apressa a
manifestação de todas as formas de Samadhi e de poderes
sobrenaturais promovendo tranquilidade nos seres humanos.
Paramita da Sabedoria é o nonagésimo primeiro, pois
salva seres da ignorância e do apego.
Ensimamentos de meios expedintes são o nonagésimo
segundo, pois permitem aos seres compreenderem a verdade de acordo
com suas capacidades individuais.
As quatro maneiras de guiar os seres (8)
são o nonagésimo terceiro pois garantem que todos
alcancem a Iluminação própria e de todos os
outros.
Ensinar seres é o nonagésimo quarto pois previne a
procura de prazeres pessoais e promove interesse em ensinar.
Aceitar a lei verdadeira é o nonagésimo quinto, pois
elimina todas as delusões dos seres.
Acumular méritos é o nonagésimo sexto, pois
beneficia todos os seres.
Prática de Samadhi é o nonagésimo sétimo,
pois apressa a manifestação dos dez poderes (9).
Quiescência é o nonagésimo oitavo, pois engloba
a Iluminação do Tathagata.
Sabedoria é o nonagésimo nono, pois permite que a
essência de todas as coisas seja realizada.
Livremente ensinar o Dharma é o centésimo, pois clarifica
a essência da Lei.
Verdadeira prática é o centésimo primeiro,
pois clarifica a essência da Lei.
Obter que engloba tudo em um é o centésimo segundo,
pois preserva os ensinamentos de Buda.
Obter o poder de ensinar livremente é o centésimo
terceiro, pois traz alegria a todos os seres.
Agir de acordo apenas com o Dharma é o centésimo quarto,
pois está de acordo com a verdade.
Perceber que tudo está além da vida e da morte é
o centésimo quinto pois garante a futura realização
do estado de Buda.
O estágio no qual o resultado é imutável é
o centésimo sexto, pois engloba os ensinamentos de todos
os Budas do passado.
Avançar nos vários níveis de Bodisatva é
o centésimo sétimo, pois antecipa à cerimônia
e marca o avanço e a percepção de toda a sabedoria.
O mais alto nível de Bodisatva é o centésimo
oitavo, pois garante a entrada na Sangha e a realização
da Iluminação."
Tendo terminado esta explicação
o Bodisatva Hu-ming conclui sua palestra a todos os seres celestiais
ali reunidos dizendo:
"Seres Celestiais! Vocês
devem perceber que eu, agora, os presentei com os Cento e Oito Portais
da Lei Maravilhosa. Lembrem-se deles continuamente pois não
podem ser esquecidos. Estes são então os cento e oito
portais da Lei Maravilhosa."
Quando um Bodisatva de um nível
mais elevado de percepção está para descender
ao mundo humano, invevitavelmente ensina estas cento e oito entradas
a todos os habitantes celestiais do Céu Tsusita.
O Bodisatva Hu-ming era o nome dado
a Xaquiamuni Buda quando vivia no Céu de Tsusita como um
Bodisatva do mais alto nível de Iluminação.
Estes cento e oito portais estão
enumerados no T`ien-shêng Kuang - Têng- Lu, compilado
por Li Fu- ma (10). Entretanto,
apenas poucos os que treinam em budismo sabem de sua existência,
enquanto os que não sabem são tão numerosos
como plantas de arroz, cânhamo, bambu e grama. È por
esta razão que agora os compilei nesta seção.
Aqueles iniciados em budismo que esperam algum dia alcançar
o estado de Buda e se tronar mestres de seres humanos e celestiais,
devem cuidadosamente os estudar. Aqueles que nunca viveram no Céu
de Tsusita como Bodisatva do mais alto nível de Iluminação,
não podem ser considerados Budas. Estudantes budistas, logo,
não devem se orgulhar de seus feitos. Bodisatvas que uma
vez viveram no Céu de Tsusita, se tornaram Budas sem passar
pelo mundo intermediário.
Shoboguenzo. Ippyaku-hachi Hômyô-mon.
De Mestre Eyhei Dogen de data desconhecida
Tradução do inglês pela Monja Coen em junho
de 1994
Transcrito por Soen em dezembro de 2002.
Notas:
1. o nome deste sutra é
desconhecido embora seja provavelmento o chinês T`ien-chêng
Kuang - Têng-lu e não um sutra.
2.
Não se sabe mais nada sobre este Bodisatva, a pronûncia
chinesa é usada pois o sânscrito se perdeu.
3. Uma plataforma elevada, a vontade
de um Bodisatva, é análoga à de um leão.
4. As quatros espécies
de esforço correto são: prevenir erros antes que ocorram,
abandonar faltas quando ocorrem, produzir méritos, aumentar
mérito produzido.
5. As quatro bases de poder sobrenatural
são: vontade, esforço, pensamentos e investigação.
6. Uma é a visão
extremista da existência, que errôneamente mantém,
que todo fenômeno é real; a outra é a visão
extremista da não existência que mantém, que
todo o fenômeno é não exitente e vazio.
7. Paramita se refere a cruzar
desta margem de nascimento e morte para a margem de Nirvana, também
significa compleição. Aqui o termo é usado
para designar uma das práticas que levam a este objetivo.
8. As quatro maneiras de guiar
seres a iluminação: ofertas espirituais e materiais,
palavras amáveis, benevolência, identificação.
9. Os dez poderes de um Bodisatva:
devoção aos ensinamentos de Buda e não apego
a nada, aumentar sua própria devoção, habilidade
expediente de instruir pessoas e alterar sua conduta, compreender
o que as pessoas pensam, satisfazer pessoas com o que querem, não
cessar de exercer, incluir todos os veículos sem abandonar
o Mahayana, poder misterioso de mostrar as aparências dos
Budas em cada mundo e em cada poro de seu corpo, fazer com que virem
em direção aos ensimanentos de Buda e os liderar a
perfeição, satisfazer todas as espécies de
pessoas mesmo com uma só frase.
10. Nada mais se sabe sobre
ele.
Do livro Zen Master Dogen de
Yuho Yokoi e Dai Sen Victoria,
NY , Weatherhill - Tokio - 1ª edição 1976
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